Bringing Creativity & Ideas to Life

Mais de 8 mil lojas foram fechadas nos EUA em 2017 (o número, no Brasil, infelizmente foi maior) e a tendência não apresenta sinal de reversão. Qual é a causa das lojas convencionais perderem valor para os consumidores? Há futuro para elas? 

O que o cliente procura hoje em dia?

“As pessoas querem usar muito bem o seu tempo e isso precisa ser entendido por todas as empresas do mundo”, destaca Joe Pine – co-fundador da Strategic Horizons. Ele afirma que a competição é global, pelo tempo, pela atenção escassa e pelo dinheiro consumível. A experiência é o marketing por si só de agora. “Lojas que não ofereçam experiências são inúteis, simplesmente”, provoca o especialista. 

O varejo atual trabalha com um único aliado chamado preço, e chegou ao limite de negociações que pode oferecer mantendo seu saldo positivo, e para cobrar mais, precisa oferecer mais do que produtos, do que serviços, precisa oferecer experiências. E quando olhamos para o varejo brasileiro, tão espremido pelas dificuldades econômicas do país, e agora por consumidores que se enquadram nesse modelo, vemos um quadro realmente desafiador.

Entretenimento experiencial

Proporcionar a melhor experiência possível em qualquer zona de contato, seja digital ou físico, e não o faturamento, vai medir o sucesso. O foco será na experiência dos clientes: Como os clientes navegam ou transitam na loja? Onde é que eles param? Para quais lugares eles olham, o que eles tocam? Quantas experiências por metro quadrado a loja oferece ao consumidor? 

A geração atual está acostumada a fazer compras online. Cada vez mais, eles exigem que a sua experiência na loja física seja tão suave e interligada quanto as compras online. De manequins virtuais para scanners pessoais ligados ao carrinho, vestiários que ajudam a escolher o tamanho da peça, checar o estoque e ofertar promoções, os varejistas brasileiros precisam começar a integrar soluções digitais em suas lojas físicas. Para o consumidor moderno, um tamanho definitivamente não serve para todos. Millennials, em particular, procuram cada vez mais produtos e serviços adaptados aos seus gostos e estilos de vida individuais. Algumas lojas online e físicas já permitem aos consumidores criarem e modificarem produtos usando modelos pessoais. Há uma necessidade imediata de iniciar a transformação para o futuro: de locais apenas para o consumo, se tornar também em centros de entretenimento. Nos próximos anos, as lojas se tornarão pontos de colaboração onde os consumidores podem se juntar com especialistas para co-criar, projetar, construir e personalizar itens exclusivos. A experiência de fazer será tão importante como a do produto final.  

Mas afinal o que é loja do futuro?

A loja do futuro é um nome dado a união da loja física com o Ecommerce, trazendo tecnologia, praticidade e experiência para o consumidor. Omnichannel reúne ferramentas que irão surpreender não somente o consumidor, mas também o varejista. Para isso, está ancorada em seis pilares estratégicos: Tecnologia, Pessoas, Ativação Digital, Mensuração de Resultados, Sustentabilidade e Ambientação.

A loja do Futuro já existe

No shopping Villa Lobos em São Paulo, no ano de 2017 inaugurou a Omnistory, uma loja real, com comercialização de produtos, que aplica na prática diversas tecnologias e oferece uma experiência de compra completamente integrada. A Omnistory é uma iniciativa do Grupo GS& Gouvêa de Souza, holding que atua há mais de 28 anos no varejo e de parceiros estratégicos, como a TOTVS, que leva a tecnologia para convergir o melhor dos mundos físico e digital. Entre as inovações presentes na loja modelo, está a possibilidade do cliente selecionar um produto pelo celular de dentro ou fora da loja, finalizar a compra e já escolher o ponto de retirada: na própria loja, em um locker ou receber em casa e as etiquetas inteligentes com precificação dinâmica.

A cada quatro meses a loja também mudará totalmente a sua oferta de produtos, serviços e experiências. O objetivo é mostrar como a loja pode e deve ser flexível para acompanhar a volatilidade do mercado e o dinamismo dos novos consumidores. Ao passar pela loja, suas cores fortes já chamam a atenção junto com um painel eletrônico localizado na entrada e que junto de uma câmera, é responsável pelo reconhecimento do cliente de acordo com gênero e características físicas. Dessa forma, você recebe sugestões de ofertas individualizadas diretamente nas vitrines interativas e pode concluir o pedido ali mesmo. A solução é fornecida pela LG Eletronics do Brasil, que com sua experiência com clientes do varejo, mostra que lojas com soluções de digital signage na vitrine trazem 30% mais consumidores para o interior da loja.

Essa integração de canais faz parte da proposta de permitir incorporar às lojas físicas alguns dos diferenciais das lojas digitais. Além do reconhecimento facial, a plataforma Facemedia avalia a experiência do consumidor, comparando suas feições ao entrar e sair da loja ou em determinadas áreas do interior do estabelecimento.

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